Opa,
Depois de mofar horas na rodoviária de Puno, partimos à Cusco! Foi a noite mais fria desde que saímos do Rio e passamos um frio bonito, a calefaçäo do ônibus näo funcionava.
Finalmente chegamos em Cusco, uma cidade, a primeira cidade, que realmente tem muito a oferecer para os turistas. Por aqui se vê tantos mochileiros quanto locais, muita gente de fora. Muitos restaurantes, bares e nights ( algumas famosas em todo o mundo como a Mama África ). Mas nada disso é täo necessário para se divertir e conhecer gente, todos estäo por aí, caminhando pelas ruas ou sentados na Plaza de Armas. É uma cidade em que diverte-se sem muito esforço - o que para nós está sendo ótimo depois de tanto tempo na Bolívia, onde näo há nada a se fazer fora conhecer e observar a cultura local.
Depois de chegar aqui em Cusco de madrugada, pegamos um táxi até nosso hostel ( primeira boa surpresa, que hostel! grande contraste com os que ficamos na Bolívia ) e dormimos até a hora do almoço. Acordamos, demos um rolé pra conhecer tudo por aqui e logo fomos almoçar. Segunda boa surpresa, aqui se come bem. Depois de um bom almoço, demos mais uma volta, compramos um citytour e o boleto turístico ( uma espécie de bilhete único que dá direito a visitar 16 atraçöes de Cusco entre museos, ruínas e templos ), foi quando veio a terceira boa surpresa: aqui os estudantes também têm direito a desconto em quase tudo.
Depois disso paramos e bolamos nosso plano 100% muleque esperto para visitarmos Machupicchu. Compramos um passeio às ruínas incas ( que näo säo as ruínas de Machupicchu )em que visitamos três cidades, porém vamos dar o perdido na excursäo na segunda cidade e pegar o trem bagpacker que sai de lá mesmo, Ollantaytambo, e nos leva até Águas Calientes - povoado mais próximo de Machupicchu. Dormimos uma noite em Águas Calientes e no dia seguinte pegamos o primeiro ônibus até Machupicchu. Depois de passar todo o dia nas ruínas, voltamos à Ollantaytambo no último trem do dia, e de lá pegamos um ônibus de volta, chegando assim em Cusco. Show.
Hoje fizemos o citytour. Conhecemos umas paradas bem maneiras como a Catedral de Cusco ( foi maneiro mesmo ), a umas ruínas doidas lá e umas coisas nem täo interessantes como um templo maluco lá que eu näo lembro o nome. Depois do citytour comemos uma pizzazinha show, fizemos umas compras no supermercado e voltamos aqui pro hostel, näo vamos sair hoje porque temos que acordar bem cedo amanhä e o Guilherme é viado.
É isso, voltando a viver decentemente, no Peru, e de roupa lavada. Agora ninguém segura.
Até,
André e Guilherme
Hola
Depois de sair da Lan House demos mais uma volta por La Paz e jantamos no santo restaurante internacional antes de voltarmos ao nosso hostel, pois sairíamos cedo para Copacabana. Sairíamos, näo fosse o asno do porteiro do nosso hostel que disse ao ônibus que näo havia André ou Guilherme hospedados ali e que täo pouco havia quarto 30. Achamos que ele pode ter feito de propósito, nunca vamos saber. Depois disso tudo o retardado ainda veio pedir proprina, que é como eles chamam "gorjeta", imbecil.
Após muita correria conseguimos um lugar numa minivan que partia do cemitério local até Copacabana. Mais 3:30 h de viagem desconfortável, atravessando o Lago Titicaca em uma balsa, até chegarmos a Copacabana, uma cidade balneário às margens do lago. Logo encontramos pouso no Hostal Colonial, bem maneiro até. Dormimos esse dia e logo no dia seguinte fizemos o passeio para a Isla del Sol, uma ilha cheia de história por aqui. Era sagrada nos tempos incas e até hoje é local de peregrinacäo, é inclusive o lugar onde se fundou o Império Inca, bem em frente a Roca Titicaca.
Nas proximidades da ilha existem diversas cidades perdidas abaixo do nível do lago, foi Jack Cousteau que descobriu essas cidades perdidas enquanto procurava o tesouro perdido dos incas. Ao meio dia, com o sol queimando, dá pra ver os muros mais altos da cidade submersa sem precisar mergulhar.
Chegamos ao lado norte da ilha de barco, visitamos várias rúinas, depois fizemos uma trilha de 3h até o lado sul da ilha, onde pegamos o barco de volta a Copa. Jantamos o prato mais famoso da regiäo, a truta. Dessa vez, näo nos decepcionamos. O Guilherme ainda comprou mais umas bugingangas, passamos mais uma noite por lá e pegamos nosso ônibus para Puno.
Viagem tranquila. Logo 10 minutos depois de entrarmos no ônibus tivemos que descer para atravessar a fronteira. Desembarcamos, pegamos nossos carimbos de saída da Bolívia, de entrada no Peru, trocamos algum dinheiro e voltamos ao ônibus, mais 3h de viagem e já estávamos em Puno. A cidade aqui é bem feia, muito pobre, a única atracäo por aqui säo Ilhas Flutuantes dos Uros. Compramos nosso passeio pra essas ilhas ainda dentro do ônibus, mas só saía às 3:30. Mofamos na rodoviária até a hora do passeio, mas valeu a pena. Os uros säo um povo a parte, viviam às margens to Titicaca na época inca, mas näo faziam parte da cultura Qéchua, Aimara e nem mesmo a Inca, se mantiveram isolados da influencia inca e conservam suas tradicöes até hoje. Quando os espanhóis chegaram por aqui exigiram que os uros fossem seus escravos em fa minas e fazendas, por isso os uros decidiram se isolar no meio do lago, construíram ilhas flutuantes artificiais, feitas de Totora (uma planta natural do Titicaca) e lá se mantém até os dias de hoje. É incrível.
Voltamos do passeio e agora estamos na rodoviária esperando nosso ônibus pra Cusco que só sai às 20:30 (säo 19h agora). Mais uma vez pedimos desculpas pela falta de fotos mas é, realmente, complicado colocar fotos nessas lan houses. Os computadores säo ruins, a conexäo lenta e o tempo curto. Mas elas viräo.
É isso.
Abracos,
André e Guilherme
Cinco dias depois, muito pra contar.
Depois do último post aqui fomos jantar com Antoine, uma Chuleta acompanhado de algo que parecia arroz, batatas fritas e salada. Foi quando resolvemos desistir da comida local. Junto com a comida pensamos em pedir uma cerveja mas Antoine disse que preferia uma fanta já que da última vez que bebeu em sua viagem ficou completamente alucinado e se aproveitaram dele. Terminada a fanta, voltamos para o hostel e dormimos.
No dia seguinte visitamos o famoso Cristo de la Concordia, bem interessante até. Eles copiaram o nosso Cristo, o nosso Bondinho do Päo de Açúcar e fizeram uma coisa só. É maior do que o nosso Cristo e pode-se entrar nele, lá de cima se tem uma visäo privilegiada de toda a cidade de Cocha.
Depois disso demos mais umas voltas pela cidade e pegamos nosso ônibus para La Paz às 22:00, o ônibus era tranquilo.
Depois de 10h de viagem chegamos à La Paz às 8:00. Fazia um frio absurdo, algo em torno dos 5 graus. Fomos, tremendo, até o ponto pegar um táxi para o Hostel Austria. Porém, ao chegar lá nos deparamos com um cenário um tanto quanto estranho. Umas tábuas que cobriam metade da porta do hostel diziam "ESTE HOSTEL NÄO TEM AUTORIZAÇÄO DE SEUS PROPRIETARIOS". Pensamos por 10 segundos e decidimos por ficar em outro hostel, logo em frente, Hostel Señorial. Näo é mal até, tem água, realmente, quente nos chuveiros, algo que näo tínhamos experimentado até aqui. Mas eles säo muito desconfiados, acham que vamos fugir sem pagar a todo momento, muito estranho.
Chegamos e fomos dormir até meio-dia, quando acordamos e fomos ao Mercado de las Brujas. Tudo muito bem até alí, eu me sentindo garotäo sem sentir nenhum efeito da altitude. Quando voltamos ao hostel deitei na cama e näo levantei mais, passei dois dias deitado na cama sem levantar para nada, sem comer nada. Só levantava pra vomitar. Febre alta, dor de cabeça, tontura, vômito, sangramento no nariz, foram alguns dos sintomas que tive durantes esses dois dias. Até entäo, o Guilherme näo sentia nada. Já tínhamos, inclusive, comprado passeios para Tiwanaku no o dia seguinte e Chacaltaya no outro. Eu estava muito mal e näo pude ir à Tiwanaku, mas o Guilherme foi e gostou bastante. Porém, ao voltar do passeio começou a sentir os efeitos da altitude, sentiu exatamente os mesmos sintomas que eu. Já havíamos desistido de ir à Chacaltaya, nem botamos o relógio para despertar, mas quando a van chegou e nos chamaram no quarto resolvemos arriscar o resto de vida que tínhamos para subir uma montanha nevada de 5.430m de altitude, 2.000m a mais do que em La Paz. Eu já estava quase bem, mas Guilherme sentiu muita dificuldade para subir a montanha e, ao descer, sentiu muita falta de ar e tonturas. Foi nessa hora que um grupo de baianos que ele havia conhecido em Tiwanaku chegou e o ajudou, com umas técnicas de toques em pontos vitais muito loucas, o que facilitou sua respiraçäo e o fez, por mais incrível que pareça, sentir-se melhor por algum tempo. Depois disso ainda visitamos o Valle de la Luna, e ainda demos uma volta completa pela cidade de La Paz.
Voltando ao hostel, Guilherme voltou a se sentir mal e logo se deitou enquanto eu ainda fui jantar em um restaurante internacional que tive a sorte de achar bem próximo ao nosso hostel. Foi nesse mesmo restaurante que almoçamos hoje depois de acordarmos nos sentindo bem melhor.
Já compramos nossa passagem para Copacabana, às margens do Lago Titicaca. Saímos às 8:00.
Tivemos muito pouco tempo para escrever este relato porque a Lan House aqui já tá fechando, na verdade já era até pra ter fechado. Por isso resumimos muito tudo e o texto pode näo estar täo bom, compensaremos na próxima. Quando entrarmos em um computador com conexäo decente, botaremos mais fotos. É extremamente difícil botar fotos ou vídeos no blog porque aqui a internet ainda funciona na base da lenha.
Adios muchachos!
André e Guilherme

Bom, depois de exaustantes 30 horas de viagem chegamos a Corumbá - MS que faz divisa com a Bolívia na cidade de Puerto Quijarro. O ônibus fez 986 paradas em lugares como Guaratinguetá, São Paulo, Pardinho, Portal do Oeste, Pamital, Aquidauana, Miranda, Campo Grande, entre outros.
Chegando em Corumbá um doidão cheio dos dreads e piercings, o genro que toda mãe pediu a Deus, nos abordou na rodoviária dizendo que as passagens do Trem da Morte estariam esgotadas até quarta-feira, o que nos deixou transtornados já que há pouco pra fazer aqui. Decidimos ignorar o doidão e amanhã iremos atravessar a fronteira para a Bolívia atrás de passagens.
Quando chegamos no hostel, ele estava vazio, só a mulher invísivel que estava no nosso quarto mas, incrívelmente, não a vimos. Logo depois chegaram dois australianos gente fina, Steve e Leigh, almoçamos juntos num PF aqui perto, excelente por sinal. O caixa do restaurante lamentou que não tivéssemos chegado ontem, pois aconteceu um grande evento na cidade. Show da banda D3, uma banda famosíssima de SP que faz um som pop-rock com uma viola e um tambor. Infelizmente perdemos essa.
O hostel é bem bom até, com piscina, churrasqueira, lavanderia, cozinha e até campo de futebol, bem mais do que esperávamos.
Agora pouco chegaram aqui Amit, Emma e uma outra menina que já tá na prostituição aqui e eu nem sei o nome, todos de Londres. Hoje vamos sair todos juntos aqui pra uma nightzinha, boate tradicional aqui de Corumbá, mais de 50 anos de nights bombásticas. Vamos ver qual é.
São 20h aqui agora (1h a menos que no Rio) e o Jornal Nacional já ta terminando, é tudo errado aqui.
Salve o nosso LUFA. Mais uma vitória hoje, 9x0. Parabéns aê galera.
Ainda vivos,
André e Guilherme.
PS: O computador aqui do hostel é de madeira ainda, de forma que não estamos conseguindo postar os vídeos aqui. Quando pegarmos um PC bom, botamos aí.
Só pra estrear esse blog por onde passaremos, sempre que possível, novidades da nossa viagem e que servirá também como meio de passar uma esperança a nossos entes queridos de que voltaremos vivos. É isso. Véspera de viagem, partimos amanhã às 10h da manhã. Só pra começar bem, 28 horas de viagem até Corumbá (divisa BRA/BOL). De lá pegaremos o famoso Trem da Morte até Santa Cruz de La Sierra.
Um grande abraço e até breve.
PS: por favor lembrem de nós nas suas orações antes de dormir.
Postagens mais recentes Página inicial